Olá, pessoas.
Como vocês perceberam, tem mais de um mês que não apareço aqui. Fim de semestre, provas, trabalhos, enfim... Mas eis que aqui estou e sem mais delongas, devo dizer que o texto que segue logo abaixo foi uma avaliação solicitada pela minha professora de Política e Gestão, na UEFS. Na mesma, deveríamos expôr nosso ponto de vista com relação à professora (que é uma boa professora) e às nossas aprendizagens. Particularmente, eu acho a disciplina uma utopia sem tamanho, salvo o fato de termos que decorar leis, não vejo tanta importância assim nela, estou sendo sincera e expus tudo isso na minha redação, que foi crítica, mas moderada. Desabafei tudo que estava entalado na minha garganta desde o início do semestre e que eu nunca socializei. Pois bem, eu não precisava de ponto, então não precisei bajular ninguém. Brincadeira. Eu realmente não precisava de ponto, mas se precisasse, seria tão sincera quanto. Acho que a função de uma universidade é essa: fazer refletir sobre, e não criar mentes "xerox". Eu nem preciso dizer que a minha professora quase me estrangula, mas que seja: eu fui sincera. E passei direto também, hahaha. Então lá vai...
(Guarde a sua pedra, ufanista!)
"Acredito que a professora em questão teve domínio dos conteúdos e, principalmente, da turma. Compreendo que o conhecimento de determinadas leis relacionadas à educação seja importante, entretanto, tratou-se muito mais de debates e "alfinetadas" no governo do que qualquer outra coisa. Não que isso também não seja importante, de fato o é, porque incita a formação do pensamento crítico (...) A teoria da LDB é, até certo ponto, "bonita" e "perfeita". Isso, teoricamente. A prática nem sempre corresponde à teoria, na verdade, quase nunca, e até mesmo essa teoria é questionável, mas a consideremos como tal.
A questão é que a maioria dos projetos governamentais são falhos e preocupam-se muito mais com soluções a curto prazo, e, diga-se de passagem, na maioria das vezes, ineficientes. Nem sempre acabar com o problema, mas amenizá-lo, torná-lo menos feio, menos aparente o panorama nacional e mundial.
A LDB não da conta de resolver todos os problemas da educação, assim como não cabe somente à escola e ao governo a culpa pelas injúrias sociais decorrentes de um sistema educacional falho.
O problema da educação não tem suas raízes no interior de uma família mal estruturada, Machado de Assis é um dos que quebra esse paradigma. A falha na educação do Brasil está fundamentada num sistema político-social mal estruturado e de anos trás. Todos questionam o grande avanço cultural e social das nações europeias e norte-americanas. Os mais patriotas dirão que, quanto a isso, somos iguais. Que não soe anti-ufanista ou socialista esse meu discurso, mas a bola de neve já cresceu e vem descendo montanha abaixo. Não se pode esperar muita coisa, nesse aspecto, de uma nação que optou, em seus primórdios, pelo extrativismo e pela escravidão.
Embora pareça pessimista, não acredito que o problema da educação seja erradicado. Talvez amenizado, mas seria romântico demais pensar em sua erradicação.
A disciplina "Política e Gestão" fortificou ainda mais minhas teorias: o Brasil gosta mesmo de um utopia. E quem não?"
E então minha professora quis me matar.
2 lúcidos comentaram,comente você também!:
Bravíssimo Bruna! você está coberta de lucidez. Me identifiquei com seu pensamento sobre a atividade proposta pela professora,pois, assim caminha a edução. Ela tentou te matar mesmo foi? rs...
Parabéns!
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