quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

E depois de um tempo, ela abriu a janela e saltou. Um pouco confusa, ou talvez nem isso. Já não tinha as preocupações de antes. Planos não estavam mais em seus planos. Nem exigências de compreensão da parte de um desconhecido. O mundo ainda girava devagar, a garoa, às vezes lhe doía, mas andar descalça já não lhe fazia mais mal. Ela sorriu. Enfim, tudo é como é. Inteiros ou frações.

Atravessou a rua, refez o laço do vestido, soltou os cabelos e seguiu.

Com uma mecha enrolada na ponta do indicador, próxima à boca, ela cantava.

4 comentários:

BelaTeixeira disse...

fazer-se e refazer-se e sorrir

Aníssima Duarte* disse...

Olá Bruna! Permita-me dizer que seu texto é brilhante. Me enxerguei nele, aliás muito de nós. Pois, este renascimento, a volta do sorriso, da esperança, este sobressalto comum a nós humanos, essa regeneração, só pode ser dom de Deus. E o melhor, crescemos, o riso de alegria é muito mais largo, é maduro. E até nos pegamos a assobiar, ou a cantar...A música também é vida. E a vida está sempre a se reiventar. PARABÉNS, gostei demais!Abraço.

Danielle disse...

Esse textinho me trouxe paz.. acredite! Muito bom!

beijo Bru!

Juliana Cordeiro de O.Silva disse...

Gostei demais do texto Bruna.
Este revolver e ser quem somos sem medo do que isso pode gerar em que nos olha é muito válido!

Parabéns pelo texto!